sexta-feira, 23 de outubro de 2009

SCHUBERT FOR TWO Gil Shaham / Göran Söllscher - Deutsche Grammophon, 2003

Putz! Como eu gostaria de poder postar mais discos como esse. O violão é um instrumento comuma sonoridade tão delicada quanto expressiva, e eu sinceramnete não sei porque tão poucos compositores escrevem pra esse intrumento com formações como essa. É uma combinação sonora tão feliz! Aceito sugestões de postagens pra formações desse tipo, Ok? (mais detalhes click aqui)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Claudio Monteverdi: Os 9 livros de Madrigais - La venexiana

Aqui posto um verdadeiro achado: os 9 livros de madrigais de Claudio Monteverdi, um marco na história da música. A coleção completa está divida em pequenas partes (de até 100Mb) pra que pudesse caber no 4shared. É bastante coisa mas vale apena (mais detalhes click aqui)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

David Russell - Tárrega: Integral de Guitarra - 1995, Opera Tres

Um dos grandes violonistas do sec XX tocando a obra de um revolucionário do violão (mais detalhes click aqui)

Manuel Barrueco - 300 Years of Guitar Masterpieces - 2007, VOX

Uma coletânea imperdível do Barrueco. Já tinha esse álbum há algum tempo mas só agora tive tempo pra postá-lo. Aproveitem (mais detalhes click aqui).

Manuel Barrueco - De Falla, Ponce & Rodrigo - 1997, Angel Records

Pronto, mais um álbum de um dos violonistas que mais respeito como intérprete. Desculpem pelos álbuns que postei e agora estão fora do ar. O 4shared tem nos feito esse favor (mais detalhes click aqui)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

The Guitar Works of Garoto

Anibal Augusto Sardinha, o Garoto, foi sem dúvida um dos maiores compositorese violonistas brasileiros. Raphael Rabelo chegou a dizer em uma entrevista que Tom Jobim não seria nada se não tivesse havido antes Garoto. Aqui eu trago umadas mais cobiçadas publicações para violão brasileiro. Paulo Bellinati fez essas transcrições para violão das músicas mais celebradas do Garoto. Quem quizer pode baixar o áudio, com o próprio Bellinati tocando, aqui mesmo no blog.
Garoto - Book I Garoto - Book II

Breve Biografia
Um dos mais expressivos nomes do violão brasileiro, a influência de Garoto se faz sentir até hoje, 35 anos após a sua morte. Nascido em São Paulo, filho de imigrantes portugueses, começou a trabalhar com 11 anos de idade como ajudante no comércio. Na mesma época começou a tocar banjo, por conta própria. Fez um teste para a rádio com o violonista Serelepe e gravaram em seguida um compacto de banjo e violão. A partir de então integrou diversos conjuntos instrumentais e orquestras, tocando, além de banjo, cavaquinho e bandolim. Em meados dos anos 30 mudou seu nome artístico de "Moleque do Banjo" para "Garoto". Tocou em cassinos em São Paulo, Rio Grande do Sul e Argentina, onde acompanhou Carlos Gardel. Por essa época já compunha e gravou algumas músicas suas, em que solava também com violão tenor e guitarra havaiana, além do violão tradicional. Por volta de 1939 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou a tocar com o violonista Laurindo de Almeida. Em seguida participou do Bando da Lua, que acompanhava Carmen Miranda, e excursionou aos Estados Unidos, onde ganhou o título de "O homem dos dedos de ouro". De volta ao Brasil, nos anos 40 foi contratado pela Rádio Nacional, onde trabalhou por vários anos, como acompanhante e solista. Gravou discos em parceria com a pianista Carolina Cardoso de Meneses e compôs muitas peças que entraram para o repertório fundamental de violão brasileiro. Sua harmonização rica de obras-primas como "Duas Contas" o credenciam como antecessor da bossa nova. Em 1953 solou, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, o Concerto nº 2 para Violão e Orquestra, de Radamés Gnattali. Seu maior êxito em vida foi o dobrado "São Paulo Quatrocentão", escrito em parceira com Chiquinho do Acordeom para o Quarteto Centenário de São Paulo, que vendeu mais de 700 mil discos. Depois de sua morte ganhou novos parceiros, como Chico Buarque e Vinicius de Moraes, que colocaram letra em "Gente Humilde".

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Brahms Lieder Scores

E pra completar ainda mais o post sobre os lieder de Brahms aqui vão as partituras dos ditos.
Sempre lembrado que pra se fazer o download das mesmas é necessário o Sign Up no Scribd, Ok?

brahms-rom-1
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brahms-rom-3
brahms-rom-4
Publish at Scribd or explore others: Sheet Music & Lyrics


Tenho aqui também um link onde vocês podem encontrar tanto as obras vocais quanto instrumentais. Ainda não olhei direito mas tenho a impressão que tem quase tudo de Brahms aqui IMSLP (também tem muita coisa de outros compositores do sec XIX pra trás)

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Johannes Brahms (1833 - 1897)

Pra complementar o post anterior decidi deixar mais algumas informações biográficas desse que é considerado um dos maiores compositores de toda a história da música.
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No dia 7 de maio de 1833, em Hamburgo, nasceu Johannes Brahms. Seu pai, Johan Jacob, era contrabaixista e ganhava a vida tocando nos bares e nas tavernas da cidade portuária. Logo ele percebeu os dotes incomuns do filho e quando este completava 7 anos, contratou o excelente professor Otto Cossel para dar-lhe aulas de piano. Aos 10 anos, fez seu primeiro concerto público, interpretando Mozart e Beethoven. Também aos 10 anos, frequentava tabernas com seu pai e tocava lá durante parte da noite.
Não tardou em receber um convite para tocar nas cervejarias da noite hamburguesa, ao lado de seu pai. Enquanto trabalhava como músico profissional, Johannes tinha aulas com Eduard Marxsen, regente da Filarmônica de Hamburgo e compositor. Foi Marxsen quem lhe deu as primeiras noções de composição, para sua grande alegria.
Na noite, Brahms conhece Eduard Reményi, violinista húngaro que havia se refugiado em Hamburgo. Combinam um torneio pela Alemanha. Foi um sucesso, mas por causa dos excessivos malabarismos de Reményi. Johannes não fica muito contente com esta postura, mas usufrui a viagem - acaba conhecendo Joseph Joachim, famoso violinista, que se tornaria um de seus maiores amigos, Liszt e, principalmente, os Schumann.
Em sua casa em Düsseldorf, no ano de 1853, Robert e Clara Schumann o receberam como gênio. Robert logo tratou de recomendar as obras de Brahms aos seus editores e escreveu um famoso artigo na Nova Gazeta Musical, intitulado Novos Caminhos, onde era chamado de "jovem águia" e de "Eleito". Quanto à Clara, existem muitas hipóteses de que os dois teriam tido um relacionamento amoroso, mas nenhuma prova - ambos destruíram cartas e outros documentos que poderiam afirmar isso. Restou apenas a dúvida.
Brahms ficou alguns anos perambulando entre as cidades da Alemanha, "fixando-se" em duas residências - a de Joachim em Hannover e a de Schumann em Düsseldorf. Esta vida de errante haveria de terminar em 1856, com a trágica morte de Schumann. Foi quando conseguiu o emprego de mestre de capela do pequeno principado de Lippe-Detmold.
Em 1860, comete um grande erro: assina, junto com Joachim e outros dois músicos, um manifesto contra a chamada escola neo-alemã, de Liszt e Wagner, e sua "música do futuro". Embora Brahms nunca fosse afeito a polêmicas, acabou entrando nessa, o que lhe valeu a pecha de reacionário, derrubada apenas no nosso século pelo famoso ensaio de Schoenberg: Brahms, o Progressista.
Então, três anos mais tarde, resolve morar em Viena. Seu primeiro emprego na capital austríaca foi como diretor da Singakademie, onde regia o coro e elaborava os programas. Apesar do relativo sucesso que obteve, pediu demissão em um ano, para poder dedicar-se à composição. A partir daí, sempre conseguiu sustentar-se apenas com a edição de suas obras e com seus concertos e recitais.
Em Viena, conseguiu o apoio e admiração do importante crítico Eduard Hanslick (mais um Eduard em sua vida!), mas isso não era suficiente para garantir-lhe fama. Foi só a partir da estréia do Réquiem Alemão, em 1868, que Brahms começou a ser reconhecido como grande compositor. O reflexo disso é que, em 1872, foi convidado para dirigir a Sociedade dos Amigos da Música, a mais célebre instituição musical vienense. Ficaria lá até 1875.
Em 1876, um fato marcante: estréia sua Primeira Sinfonia, ansiosamente aguardada. Foi um grande sucesso e Brahms ficou marcado como sucessor de Beethoven - o maestro Hans von Bülow até apelidou a sinfonia de Décima.
Como alguém já observou, a vida de Brahms vai-se ralentando em razão contrária de sua produção. Os anos que se seguem são tranquilos, marcados pela solidão (manteve-se solteiro), pelas estréias de suas obras, pelas longas temporadas de verão e pelas viagens (principalmente à Itália).
Em 1890, após concluir o Quinteto de Cordas op. 111, decide parar de compor e até prepara um testamento. Mas não ficaria muito tempo longe da atividade; no ano seguinte, encontra-se com o clarinetista Richard Mülhfeld, e, encantado com o instrumento, escreve inúmeras obras de câmara para clarinete.
Sua última obra publicada foi o ciclo Quatro Canções Sérias, onde praticamente despede-se da vida. Ele deu a coletânea a si mesmo de presente no aniversário de 1896. Johannes Brahms viria a morrer um ano depois, em 3 de Abril de 1897.

Obras
Brahms dedicou-se a todas as formas, exceto balé e ópera, que não lhe interessavam - seu domínio era realmente a música pura, onde reinou absoluto em seu tempo. Podemos dizer que Brahms ocupou o espaço deixado por Wagner, que se dedicava à ópera, e com ele dominou a música da segunda metade do século XIX.
A obra brahmsiniana representa a fusão da expressividade romântica com a preocupação formal clássica. Em uma época onde a vanguarda estava com a música programática de Liszt e o cromatismo wagneriano, Brahms compôs música pura e diatônica, e ainda assim conseguiu impor-se. Talvez este seja um de seus maiores méritos. Em contrapartida, um fator que faz com que Brahms seja de certa forma inovador, é o seu estilo de modulação, sendo que, muitas vezes, Brahms usa de modulações repentinas dentro do discurso harmônico de suas obras, sempre trilhando caminhos de intervalos de terça.
Porém, a contragosto, Brahms viu-se no meio da querela entre os conservadores, capitaneados pelo crítico Hanslick, e os "modernistas", principalmente Hugo Wolf, sendo adotado pelo lado "reacionário". Como os wagnerianos acabaram por dominar a maior parte da crítica na virada do século, demorou muito para que a obra de Brahms fosse colocada no lugar que merecia.
Um dos que mais contribuíram para mudar esse estado de coisas foi Arnold Schoenberg, pai do dodecafonismo. Ele expôs, em uma conferência realizada nos Estados Unidos, em 1933, o quanto Brahms era inovador e até mesmo revolucionário. Hoje em dia, esta é a idéia predominante, e Brahms é um dos compositores mais conhecidos.
Os estudiosos dividem em quatro fases a obra brahmsiniana. A primeira é a juventude, onde apresenta um romantismo exuberante e áspero, como no primeiro Concerto para Piano. Ela vai até 1855. A segunda corresponde à fase de consolidação como compositor, que culmina no triunfo do Réquiem Alemão, em 1868. Aqui, ele toma gosto pela música de câmara e pelo estudo dos clássicos. A terceira fase é a maturidade, das obras sinfônicas e corais. Brahms atinge a perfeição formal e grande equilíbrio. O último período começa em 1890, quando, no final da vida, pensa em parar de compor. As obras tornam-se mais simples e concentradas, com destaque para a música de câmara e pianística. O Quinteto para Clarinete é exemplo típico dessa fase outonal.

Música de Piano
Brahms dedicou grande parte de sua obra ao piano, principalmente na juventude e na velhice. As obras juvenis, como as três sonatas (em Fá Sustenido Maior, Dó Maior e Fá Menor), são vigorosas e apaixonadas, superabundantes em termos temáticos.
Resolvidos os desafios da sonata, Brahms entrou no gênero em que se revelaria um mestre: a variação. O primeiro conjunto publicado foi a das Dezesseis Variações sobre um Tema de Schumann, escritas em 1854, onde já demonstra seu domínio técnico. Mas foi com as 25 Variações e Fuga sobre um Tema de Handel que Brahms atingiu o máximo no campo. Outras obras-primas são os dois grupos de Variações sobre um Tema de Paganini, de dificílima execução, e as Variações sobre um Tema de Haydn, para dois pianos, que ficariam célebres em sua versão orquestral.
No campo das formas mais livres, destacam-se na produção pianística de Brahms as Baladas op. 10, da juventude, os Intermezzos op. 117 e as Klavierstücke op. 118 e 119, da velhice.


Música de câmara
Este foi o gênero brahmsiniano por excelência, tendo exemplares em todas suas quatro fases. Entre as primeiras, destacam-se o ardente Trio op. 8, que seria revisado 35 anos mais tarde, o impressionante Sexteto de Cordas no. 1 e o exuberante Quarteto para Piano op. 25 - o último seria orquestrado por Schoenberg, que queria demonstrar as potencialidades sinfônicas da obra.
Mais maduros, os dois Quartetos de Cordas op. 51 demonstram a capacidade de síntese e concentração que viria a caracterizar a maturidade artística de Brahms. O terceiro quarteto, opus 67, seria menos tenso. Composto já no final da vida, o Quinteto de Cordas op. 111, considerado perfeito pelo compositor, é mais vigoroso e alegre.
Este Opus 111 levou Brahms a ensaiar uma aposentadoria, mas ela não veio. Ainda comporia mais quatro obras camerísticas, todas dedicadas ao clarinete. Destaque para o quinteto e para as duas sonatas compostas para o instrumento, suas últimas peças no gênero.
No campo da sonata de câmara, Brahms compôs três grandes sonatas para violino e piano (a primeira é a mais conhecida) e duas sonatas para violoncelo e piano.

Música vocal
Brahms foi um grande compositor de canções. Numericamente, os lieder formam a maior parte da obra brahmsiniana. Entre os ciclos mais conhecidos encontram-se Romanzen aus Magelone e as Quatro Canções Sérias, este último sua obra derradeira.
Na música coral de Brahms, destacam-se o Réquiem Alemão, talvez sua obra mais famosa, que o consagrou definitivamente, a Canção do Destino e a Rapsódia para Contralto, magnífica peça que encantou até Hugo Wolf, habitual crítico.

Música orquestral
Brahms levou relativamente um longo tempo para compor suas obras orquestrais: apenas na sua fase madura é que o gênero é explorado em peças de fôlego.
Sua primeira obra-prima no campo é o majestoso Concerto para Piano no. 1, que tem um caráter quase de sinfonia. As duas serenatas, opus 11 e 16, são bem mais leves e têm um sabor clássico.
Mas foram as Variações sobre um Tema de Haydn em sua versão orquestral que realmente impulsionaram Brahms no gênero e abriram terreno para sua Primeira Sinfonia. Solene e dramática, esta sinfonia tem forte afinidade com as similares de Beethoven, principalmente com a Terceira e Quinta.
Já a Segunda Sinfonia é mais mozartiana e pastoral - chega a lembrar a Sexta de Beethoven - com sua orquestração leve e brilhante. A Terceira, com dois movimentos lentos e um finale sombrio, que retoma as idéias do início, é, das suas sinfonias, a mais pessoal e enigmática.
A Quarta Sinfonia é a mais conhecida delas, e talvez a maior de todas. Sua orquestração compacta e a monumental chacona do finale remetem o ouvinte à música pré-clássica, principalmente Bach.
Além das sinfonias, Brahms escreveu também duas aberturas. A Abertura Festival Acadêmico é uma obra alegre e circunstancial, em contraste com a a Abertura Trágica, composta ao mesmo tempo, uma obra de uma nobreza quase sombria.
No campo do concerto, a primeira obra da maturidade é o Concerto para Violino, de difícil execução mas de grande expressividade. É uma de suas peças mais populares. O segundo Concerto para Piano remete ao primeiro, composto 23 anos antes, em seu caráter sinfônico, com seus grandiosos quatro movimentos.
A última obra orquestral de Brahms é o Concerto Duplo, para Violino e Violoncelo. É uma de suas obras mais apaixonantes. O diálogo entre os solistas no movimento lento é um dos pontos altos de toda a produção brahmsiniana, e vale como um resumo de sua obra: os mais complexos e contraditórios sentimentos são aqui pintados em delicados meios-tons.
Como bem disse Romain Goldron, "nada é deixado ao acaso nessas páginas onde reinam as penumbras, os meios-tons, os mistérios da floresta, na qual, a todo instante, parece que vamos nos perder". [fonte: Wikipédia]

Brahms: Lieder [Box Set] 7 Cds - Deutsche Grammophon, 1983

Tenho encontrado algumas gravações de obras inteiras de outros copositores como Schubert, Schumman, Fauré... mas como o tempo não tem sido meu amigo, postar tudo isso pode demorar. Mas precisava começar, então aqui nós temos os Lieder de Brahms, gravados por dois dos maiores cantores do sec XX, Dietrich Fischer-Dieskau e Jessye Norman, acompanhados por ninguém menos que Daniel Barenboim. Espero que vocês aproveitem e compartilhem com outros também [mais detalhes click aqui]

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Flores Argentinas: Canciones de Ginastera & Guastavino (Inca Rose Duo)


Uma versão primorosa pra violão e voz de canções de dois dos maiores compositores argentinos. Com um gosto profundamente popular mas com um tratamento refinadíssimo esse dois músicos nos oferecem um presente apresentado pelo Inca Rose Duo. Esse foi umdos álbuns mais gostosos de ouvir que encontrei ultimamente. A voz de Annelise Skovmand é doce delicada e envolvente... só ouvindo pra crer... (mais detalhes click aqui)

Manuel de Falla - Siete Canciones Españolas (transc. para violão de M. Llobet)



Compositor espanhol nascido em Cádiz, um dos principais nomes do movimento nacionalista do começo do século XX. Ainda criança estudou música com sua mãe e outros professores de sua cidade natal. Mudou-se para Madri a fim de estudar piano e composição, onde estudou com o prestigiado musicólogo e professor catalão Felipe Pedrell. Enquanto ensinava piano em Madrid (1905-1907) ganhou dois prêmios de composição (1905), um com uma peça para piano e outro com a ópera La vida breve, que só estreou oito anos depois (1913) na cidade francesa de Nice, quando já residia em Paris (1907-1914). Na França conviveu com alguns dos mais conhecidos compositores da época, como Ravel, Albéniz e Stravinski e com o encenador Serguei Diaghilev. Mudou-se para Granada (1919), onde criou (1922) com o poeta Federico García Lorca, um festival de cânticos do folclore da Andaluzia. Morou em Granada até o final da guerra civil espanhola, quando se exilou na Argentina (1939), onde morreu, na cidade de Alta Gracia, Córdoba, em 14 de novembro (1946). Dedicou os últimos vinte anos de vida a sua obra mais ambiciosa, La Atlántida, inspirada num poema de Jacint Verdaguer, concluída depois de sua morte, por Ernesto Halffter. Compôs Siete canciones españolas (1912), em que se manifestou pela primeira vez todo seu gênio, a música dos balés El amor brujo (1915) e El sombrero de tres picos (1919), a partitura de Noches en los jardines de España (1916), suíte para piano e orquestra, a Fantasía bética para piano (1919), El retablo de Maese Pedro (1922), ópera de marionetes, El retablo de Maese Pedro (1924), e o famoso Concierto para clave e 7 instrumentos (1923-1926). Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/

Manuel De Falla - Siete Canciones populares Españolas (Voice and Guitar) Manuel De Falla - Siete Canciones populares Españolas (Voice and Guitar) jefferson_luz2086



Para que quizer ouvir uma gravação dessas músicas pode buscar aqui mesmo no blog, com o Manuel Barrueco.

sábado, 18 de abril de 2009

60 Canções de Edvar Grieg


Quero passar para uma nova fase nesse blog. Desde o início (reconheço que com largos intervalos entre as postagens) tenho me proposto a compartilhar mateiral de violão e canto lírico que tenho coletado na rede (bendita seja a internet), mas a partir desse post vou me dedicar também a postar material escrito que tem chegado até mim: partituras tanto pra violão quanto pra voz, além de alguns e-books que, acredito, podem vir a ser úteis pra alguns de vocês.
E pra começar vou postar uma coletânea de 60 canções de Edvard Grieg, compositor norueguês do final do sec XIX, do qual nunca escutei nada que me arrancasse menos do que um "isso é lindo!". Só lembrando que... (mais detalhes click aqui)

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Anna Netrebko - Sempre Libera - Deutsche Grammophon, 2004


Depois de muito tempo sem postar nada deixo aqui pra vocês mais um álbum da operastar russa (mais detalhes click aqui). Apesar de ainda não dispor de tempo pra voltar a postar com frequencia, quero dizer que aumentei consideravelmente meu acervo, e podem esperar o que de melhor já foi gravado pra voz e para o violão também.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Sumi Jo - Baroque Journey - 2007, Rhino / Wea


Sumi Jo é uma das sopranos mais requisitadas da atualidade. Sua belíssima voz, leve e ligeira, combinadas a sua criatividade e fidelidade estilística justificam o seu destaque no cenário internacional (mais detalhes click aqui)

Russian Album - Anna Netrebko - 2007, Deutsche Grammophon


Achei um tempinho pra postar mais um ábum da fantástica Anna Netrebko. Tenho encontrado álbuns de outras novas divas que irei postar assim que puder (mais detalhes click aqui)

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Trabalhando

Desculpem o transtorno. Desde o final do ano passado, além de não ter podido atualizar o blog, alguns dos álbuns foram bloqueados pelo 4shared como conteúdo proibido. Por isso ainda vou passar algum tempinho (não muito, espero) respostando esses álbuns. Um pouco de paciência que tudo voltará ao normal em breve.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Anna Netrebko: Opera Arias - 2003, Deutsche Grammophon



Anna Netrebko é uma daquelas cantoras que tem tudo que uma primadona precisa: sua voz é linda, encorpada, enorme, e a sua figura é estonteante. Muitas pessoas questionam suas interpretações, dizendo que são superficiais... bem no mínimo ela chama a atenção. Vale a pena conferir (mais detalhes click aqui)

sábado, 1 de dezembro de 2007

Elegia - Marco Pereira - 1990, Channel Classics (Holanda)

Sem dúvida Marco Pereira é um dos maiores violonistas brasileiros da atualidade. A sua tècnica apurada unida à legítima ginga brasileira fazem das suas gravações referências indispensáveis pra quem toca violão no estilo brasileiro. Elegia, não é o seu melhor álbum, mas trás alguns clássicos como Desvairada, do Garoto, Sons de Carrilhões, de João Pernambuco, e carinhoso, do Pixinguinha, que sempre vale a pena escutar, e ainda mais nos dedos de Marco Pereira (mais detalhes click aqui)

Imago Dei

Vi num filme (que já não me lembro qual) que pra um homem sentir-se realizado na vida, ele precisa ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Eu ainda não escrevi um livro, mas e daí?! Quem pode dizer que tem um filme baseado em alguma obra sua? Se bem que não posso chamar esse vídeo vídeo de FILME... acho q tá mais pra clip... mas foi baseado numa "poesia" (rsrs tb não sei se dá pra chamá-la assim) que eu escrevi depois de ter ouvido uma preleção sobre o Salmo 115, quando ainda trabalhava na Jocum do Rio de Janeiro.
Bem, pra quem não conhece o Salmo vou transcrever aqui o trecho que o preletor usou naquele dia:

Salmo 115
Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória,
por amor da tua benignidade e da tua verdade.
Porque dirão os gentios: Onde está o seu Deus?
Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou.
Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens.
Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não vêem.
Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram.
Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam;

nem som algum sai da sua garganta.
A eles se tornem semelhantes os que os fazem,

assim como todos os que neles confiam.


Esse texto é bastante utilizado pra falar contra a idolatria a imagens, tão combatida no meio evangélico. Acabamos relacionando a construção de imagens sempre com uma atitude idólatra, o que até nos levou a renegarmos, de certa forma, o talento que nos deu o próprio Deus, afinal, somos "somos feitura sua" (a tradução mais próxima do original para a palavra "feitura" em Efésios 2.10 é "obra prima").
O próprio Deus é um artista fazedor de imagens. Ele mesmo faz uma pessoa a sua imagem e semelhança pelo menos 261 vezes por minuto sobre o planeta. Então essa nossa imagofobia não é justificável. O foco do escritor desse salmo não está, simplesmente, sobre imagens de ídolos, mas sobre o fato de que podemos nos tornar como eles. Fomos criados a imagem e semelhança de Deus pra sermos o Seu espelho uns para os outros e para toda a criação, e precisamos, por causa disso, agir segundo essa natureza. Se de alguma forma estamos nos tornando inertes diante da nossa vida, das pessoas que amamos ou mesmo as que só estão perto de nós, estamos nos tornando como esses ídolos descritos pelo salmista, que têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não vêem, têm ouvidos, mas não ouvem, têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam...
Assumir esse tipo de atitude, é assumir que a idolatria já se enraizou no nosso coração e nos transformou em imagens mortas. E isso pode acontecer mesmo a quem nunca tenha chegado a se prostrar ou ofereçer qualquer forma devoção uma única vez a uma estátua qualquer. Lembrando mais uma vez o que o apóstolo Paulo escreveu aos efésios, "somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas".

Depois que ouvi esse sermão, acabei escrevendo um poeminha sobre isso. Daí, meu amigo Max, quando estava fazendo um seminário de produção de vídeo pela Jocum em Buenos Aires, sugeriu esse poema como argumento pra um vídeo experimental e a equipe acabou topando. Então vou postando pra vocês aí o poema seguido do vídeo que eles fizeram lá na Argentina (ah! o carinha que aparece pensativo no metrô é o Max. Valeu irmão!)



Imago Dei
(Imagem de Deus)

Cultura
Pensamento
Criatura
Movimento
Palavra
História
Momento
Eu
Você
Espaço
Tempo...

Imagem
Fala
Dança
Escreve
Esculpe
Chora
Ouve
Canta
Cresce
Vive
Encanta
Ilumina
Inspira
Cria
Ama...

Tudo
Nada
Início
Meio
Fim
Eterno
Imediato
Forte
Terno
Morte
Vida
Luz
Beleza
Cruz
Certeza!



- Por Jefferson Luz
Rio de Janeiro, Julho de 2005 -


quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Monteverdi: Scherzi Musicali - 2005, Harmonia Mundi Fr.

Pra quem curte música antiga, esse é um dos álbuns mais bonitos que já ouvi nos últimos tempos. Destaco a faixa "Quel Sguardo Sdegnosetto". Quem ouve tem aquele tipo de sensação de alegria que não se sabe explicar (mais detalhes click aqui)

domingo, 18 de novembro de 2007

Giacomo Puccini (1858 - 1924)

Por Puccini ter sido um genuíno talento do teatro, os críticos e acadêmicos sempre tentaram negar seu lugar entre os compositores sérios. O público, no entanto, tem outra opinião e considera Puccini como um de seus compositores favoritos.


Nascido em Lucca, Itália, Puccini descendia de várias gerações de músicos profissionais. No início ele não se interessou em dar prosseguimento à tradição da família, mas sua mãe o obrigou a estudar música. Na adolescência Puccini já era um organista suficientemente bom para manter dois empregos como organista de igreja. Atraído por novas invenções e por maquinários, tinha a curiosidade de conhecer o órgão e seu mecanismo de música e divertia-se e improvisava durante as cerimonias religiosas. Vários fatores o levaram à carreira de compositor: a recepção favorável a algumas peças religiosas e uma cantata escritas por ele; a descoberta de Aida, a última ópera de Verdi e as bolsas de estudo de seu tio-avô e da Rainha Margherita de Saboia que lhe permitiram estudar no Conservatório de Milão de 1880 a 1883.


A vida da cidade grande nunca agradou muito a Puccini, mas influenciou seu trabalho. Sua existência boêmia como um estudante pobre foi expressa mais tarde na ópera La Bohème. Apesar de sua livre associação ao movimento verismo, um esforço para um teatro de ópera mais natural e acreditável, Puccini não hesitou em escrever peças de época ou em explorar locais exóticos. Na ópera Tosca escreveu um extenso melodrama ambientado em Roma durante o período napoleônico. Para Madame Butterfly Puccini escolheu uma história americana passada no Japão. Gozando de uma aceitação gradual e consistente àquela altura de sua carreira, Puccini estava completamente despreparado para o fracasso total de Madame Butterfly, quando de sua primeira apresentação em 1904. No entanto, acreditava em seu trabalho e revisou a ópera até que fosse aceita. As complicações de Madame Butterfly fizeram com que retardasse o início de seu próximo trabalho e minaram sua autoconfiança, mas durante uma visita a New York, Puccini concordou em escrever La Fanciulla del West, baseada na popular peça de David Belasco The Girl of the Golden West. Apesar de relutar em assumir modernismos -a obra Elektra de Strauss o havia deixado confuso e desgostoso- Puccini, com cuidado, adotou mudanças de tempo em La Fanciulla, absorvendo a influência de Pelléas de Debussy, que ele admirava.


A I Guerra Mundial provocou a principal interrupção na vida criativa de Puccini. As hostilidades complicaram suas negociações para escrever uma opereta para Viena, à época território inimigo. A opereta transformou-se então em uma ópera leve, La Rondine, produzida em Monte Carlo e acolhida com frieza no Metropolitan como a tarde decadente de um gênio. Puccini nunca mais recobrou sua superioridade jovial e sua espontaneidade romântica, mas continuou trabalhando seriamente, ampliando seus horizontes.


Um fumante inveterado, Puccini teve um câncer de garganta e foi levado para Bruxelas em 1924, para tratamento com um especialista. Apesar do sucesso da cirurgia, o coração de Puccini não resistiu e ele morreu logo em seguida. À época de sua morte, ele estava trabalhando em sua ópera mais ambiciosa, Turandot, baseada na adaptação romântica de Schiller de uma fantasia de Carlo Gozzi, o escritor satírico de Veneza do século XVIII. Em Turandot, pela primeira vez, Puccini escreveu muito para o coro, criando uma variedade orquestral, ampliada e enriquecida, que mostrava uma consciência de Petroucka de Stravinsky e de outros números contemporâneos. Fonte: De Ópera e de Lagartos...

Gianni Schicchi - 02/10/2000 Viena (Florez, Nucci, Kirschschlager)

Gianni Schicchi, ópera em um ato de Giacomo Puccini, com libreto de Giovacchino Forzano, baseado no Canto XXX do Inferno, da Divina Comédia de Dante Alighieri. Única ópera cômica de Puccini, estreou no Metropolitan Opera House de Nova York, a 14 de dezembro de 1918, junto com Il Tabarro e Suor Angelica (leia a sinopse). Essa não é uma das óperas mais conhecidas de Puccini, mas tem uma das árias mais famosas e belas, e que consta no repertório de todas as grandes sopranos. Esse vídeo da soprano russa Anna Netrebko, comprova o que estou dizendo (mais detalhes click aqui)

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Villa-lobos - L'intégrale pour guitare - Turibio Santos

Achei esse álbum pelo emule. Tem, pasmem, TODA a obra de Heitor Villa-lobos pra Violão. Além dos célebres 12 estudos, 5 Prelúdios, Suite Popular Brasileira, do Chôro No1 e do Concerto pra Violão e Orquastra, nesse álbum, Turíbio Santos, interpreta uma versão pra violão do próprio Villa da Bachiana No5, um duo de flauta e violão, chamado Distribuiçã de Flores, e outra obra de música de câmera: Sexteto Místico, escrito pra violão, oboé, flauta, saxofone, celesta e harpa (mais detalhes click aqui)

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Julian Bream Edition, Vol.22: Guitar Concertos

Esse álbum faz parte de uma série de gravações com "não sei quantos" volumes gravados pela RCA. Peguei esse (e também os outros que postei aqui) do blog de um estrangeiro, que acabou sendo tirado do ar. Um desastre, porque o cara tinha postado quase todos os discos dessa série. Contrastando com o tradicionalíssimo Concerto de Aranjuez, de Joaquin Rodrigo, Bream executa outros dois menos conhecidos: O Guitar Concerto, de Lennox Berkeley, e o o Concerto Elegiaco, de Leo Brouwer (mais detalhes click aqui)

Bryn Terfel - Tutto Mozart!

Nesse álbum Terfel interpreta as mais famosas árias para barítono de Mozart. Algumas são raras, como, por exemplo, Diggi Daggi, que faz parte da ópera "Bastien und Bastienne", composta quando Mozart ainda tinha apenas 12 anos. Além do que sempre Vale a pena ouvir Bryn Terfel (mais detalhes click aqui)

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Afro-Sambas - Monica Salmaso e Paulo Bellinati

A Monica Salmaso é uma daquelas cantoras que estão fora da grande mídia mas que é uma das artistas mais talentosas da MPB. Nesse álbum ela interpreta os famosos afro-sambas de Vinicius e Baden, acompanhada por ninguém menos que Paulo Bellinati (mais detalhes click aqui)

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Sometime Ago - Manuel Barrueco


Depois de passar um tempão sem postar álbuns de violão clássico, voltamos com um álbum pouco conhecido de Manuel Barrueco. Nessa gravação Barrueco mostra que é um músico antenado pra além do mundo dito erudito. Compositores famosos no mundo do Jazz, como Chick Korea e Keith Jarrett, são interpretados com grande sensibilidade por esse fantástico violonista (mais detalhes click aqui)

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Cecilia Bartoli - Opera Proibita

A primeira vez que ouvi Cecilia Bartoli cantando fiquei extremamente impressionado com o seu virtuosismo. Algumas das das músicas que ouvi pareciam ser impossíveis de serem executadas por uma voz humana. A velocidade e saltos executados com a precisão de um instrumento são de espantar qualquer um. Nesse álbum ela dá uma palhinha do seu virtuosismo (mais detalhes click aqui)

Cecilia Bartoli - The Impatient Lover

Aqui Cecilia Bartoli interpreta canções italianas de quatro dos maiores representantes da escola de Viena: Beethoven, Mozart, Schubert e Haydn. Schubert foi um dos maiores compositores de lieder (canções alemãs), mas os outros 3 ficaram conhecidos por suas obras sinfonicas (e óperas, no caso de Mozart), por isso esse álbum se torna tão interessante: os grandes representantes da cultura vienese escrevendo canções italianas (mais detalhes click aqui)

Handel - Renée Fleming

Mais um álbum de Renée Fleming. Um grande exemplo da versatilidade dessa soprano, o que aliás é uma característica comum entre as grandes cantoras (mais detalhes click aqui)